quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O impacto econômico da abertura da Copa na cidade de São Paulo

Leio e ouço muitas críticas da construção da Arena Corinthians em Itaquera para Copa-14, muitas críticas com doses "clubisticas", citando sempre que o estádio será construido com dinheiro publico, e questionando qual será o retorno que trará a Arena no bairro da periferia da cidade aos cofres publicos.

Assim, fui atrás de informações para enteder se essas crísticas tem fundamento ou apenas opiniões elitistas e clubistacas. Encotrei estudos feitos pela empresa de consultoria Accenture, e principalmente dados reais que ocorram em outras cidades e países que já sediaram o Mundial da Fifa nos últimos anos.

O impacto da Copa do Mundo e principalmente da Arena Corinthians no bairro de Itaquera, aponta a situação atual da Zona Leste que requer um desenvolvimento rápido e intenso, visando garantir mais oportunidades e uma melhor qualidade de vida para a população da região. Ou seja, o estádio auxiliará no desenvolvimento da região e a Copa agilizará as ações de infraestrutura que sempre foram importante para a povo da zona leste.

É urgente a necessidade de novos investimentos na atividade econômica da região, pois enquanto na "cidade de São Paulo a renda média familiar per capita é de R$ 610, na região de Itaquera ela é de apenas R$ 340". (dados da prefeitura de São Paulo)

Segundo estudo da Accenture, a "operação da Arena irá resultar em uma receita anual prevista superior a R$ 90 milhões de reais". É fato que por influencia do estádio no bairro, será instalados novos empresas, principalmente de serviços, que gerarão novos empregos e assim irá diminir os deslocamentos dos trabalhadores para outras regiões da cidade, desafogando o sistema de transporte coletivo, em benefício de todos os paulistanos.

A cidade de Barcelona, utilizou os Jogos Olímpicos de 1992 para realizar uma grande transformação urbana, que viabilizou o incremento significativo da qualidade de vida na cidade, fato repetido pela França na Copa de 1998, quando construiu seu principal estádio, o Stade de France, na periferia da cidade.

Estranho quando jornalista criticam, sem um profundo estudo, o impacto que um estádio tem para um bairro, e exemplo não faltam mundo a fora, até mesmo no Brasil. Os estádios construídos no passado foram elementos importantes para crescimento da atividade econômica e desenvolvimento imobiliário, caso do estádio do Morumbi e Mineirão para citar alguns.

O estudo da Acceture para abertura da Copa em São Paulo, apontou que 190 mil turistas estrangeiros estarão aqui durante a realização do Mundial, que gastarão em média em estadia o valor de R$ 6.500. Também aponta que a receita na cidade será de R$ 1,7 bilhões, tendo um ganho com impostos de R$ 2,829 bilhões.

Ainda tem um fator principal para o sucesso do novo estádio a pós a Copa do Mundo, é a Arena pertencer ao Corinthians, o clube mais popular da cidade que sempre atrai um grade número de torcedores, que darão ao estádio e a região uma grande rotatividade econômica durante os anos seguintes.

Mais que a Arena, deverão ser construido em Itaquera infraestrutura para atender a demanda para Copa, obras que ficarão como legado para a população, como ampliação e revisão de todo o sistema viário do entorno da Arena, compreendendo: um viadutos interligando a Avenida Itaquera à Avenida Tiquatira, sentido bairro; Viaduto interligando a Avenida Itaquera à Avenida Radial Leste, sentido bairro e centro, o alargamento e recapeamento da Avenida Radial Leste.

Também deverá feito a remodelação da linha ferroviária com novos trens com vagões que apresentam maior conforto aos usuários, inclusive com ar condicionado e que deverão circular com intervalos de apenas quatro minutos, e das operações do Metrô paulista com a diminuição do intervalo entre uma composição e outra para apenas 90 segundos.

Podemos até discurti ao uso do dinheiro público em obras para clubes e diretamente para a Copa do Mundo, mas não se pode negar que a abertura da Copa do Mundo em 2014 e a construção da Arena Corinthians, vai dar um impacto econômico na cidade e principalmente auxiliar a população da Zona Leste de São Paulo.

Fonte: Accenture, Folha, Prefeitura de São Paulo, PricewaterhouseCoopers, revista Veja

Um comentário:

  1. Colega, diga qual clube que tem estádio que não teve um centavo de dinheiro público. Todos tiveram. O mais escandaloso foi o São Paulo.
    Em 1950 conseguiram a doação do terreno da Imobiliária Aricanduva. Em 1952 o Prefeito que era Presidente do São Paulo liberou isenção tributária total para a construção do Estádio.
    Em 1956, o Prefeito Toledo Pizza doou 10 milhões de cruzeiro para início das obras. Em 1963 o governo do Estado doou CR$ 50 milhões para as obras e nos anos seguintes o Governador Laudo Natel inventou um carnê para os estudantes da rede público cujo dinheiro foi totalmente desviado para a Construção do Morumbi.
    Quer mais dinheiro pública que essa vergonha de Morumbi?

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